A nobreza inglesa, desde o século XIII, mantinha uma ferramenta de limitação do poder real, o Grande Conselho, que deu origem ao Parlamento, esse era de acordo com seus interesses. Com o passar do tempo, os homens ricos relacionados às atividades comerciais, burgos e representantes dos acordos, conseguiram representação no Parlamento. Em 1930 ele se dividiu entre Câmara Alta (constituída pelos nobres e pelo alto clero) e Câmara Baixa (constituída pelos representantes dos condados e da burguesia).
Com o fim da Guerra dos Cem Anos, a situação econômica e social da Inglaterra ficou bastante comprometida. Na verdade, a insatisfação do povo com a crise e os sucessivos aumentos de impostos já vinham antes do término da guerra. A crítica situação social-econômica e o fortalecimento da monarquia dividiram e enfraqueceram boa parte da nobreza inglesa.
Os conflitos entre a nobreza se tornaram mais evidentes após a Guerra dos Cem Anos, quando duas famílias de nobres iniciaram uma guerra civil pelo trono inglês. O confronto entre as duas famílias teve início em 1445 e término apenas em 1485. Conflito que ficou conhecido como a Guerra das Duas Rosas, pois cada família possuía em seu brasão o símbolo da rosa. A rosa branca era da família dos York (nova nobreza ligada às atividades comerciais) e a rosa vermelha pertencia à família Lencaster (família inglesa nobre e tradicional). Esse confronto enfraqueceu a nobreza e permitiu a implantação de uma monarquia centralizada, com a ascensão da dinastia Tudor que apoiava a burguesia e nomeou Henrique VII, rei da Inglaterra.
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