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As conquistas de Napoleão

A ascensão de Napoleão Bonaparte foi apoiada por um numeroso e devotado exército.
O ambiente revolucionário francês causou um impacto de grandes proporções à cultura política do Velho Mundo. Munidos pela miséria, pelas armas e amparados pelo ideário iluminista, os franceses derrubaram a sua autoridade monárquica a fim de empreender uma extensa transformação no país. Apesar das diferenças de interesse entre as várias camadas sociais da França, o episódio atingiu diretamente a hegemonia das demais monarquias espalhadas pela Europa.

Preocupadas em conter o alargamento do ideal revolucionário francês a outros Estados Nacionais, as monarquias europeias organizaram tropas interessadas em estabelecer o retorno da linhagem real ao trono da França. Logicamente, os revolucionários franceses acabariam pegando em armas para oferecer resistência aos estrangeiros absolutistas. Foi daí, justamente neste contexto de guerra, que o lendário general Napoleão Bonaparte apareceu como uma figura central nas vitórias francesas.

Os primeiros trunfos de Napoleão ocorrem na Itália, entre os anos de 1796 e 1797, quando o mesmo liderou o processo de invasão do território daquele país. Com apenas vinte e oito anos de idade, conseguiu uma série de vitórias contra as forças austríacas. Dessas suas vitórias o governo francês conseguiu a formação de uma série de repúblicas aliadas no norte da Itália.

Logo em seguida, buscou retaliar a grande inimiga Inglaterra em uma temporada de batalhas acontecidas no Egito, entre os anos de 1798 e 1801. O grande objetivo da empreitada era tomar domínios ingleses no Egito a fim de reforçar as suas tropas navais. Indo diretamente à cidade de Alexandria, os soldados de Napoleão não tiveram grandes dificuldades para se sobressair contra os otomanos. Contudo, o bloqueio britânico no Mediterrâneo impediu que a conquista do Egito fosse consolidada.

No final do século XVIII, Napoleão aproveitou das instabilidades políticas francesas e de seu prestigio militar para então tomar o poder de seu país. Recrutando milhares de homens entre a população comum, ele conseguiu transformar a luta contra as monarquias europeias em uma séria causa de natureza nacional. Logo após a vitória política, Napoleão Bonaparte retornou ao norte da Itália para alargar suas conquistas ali e abrir caminho para que toda a península fosse posteriormente conquistada.

O ano de 1806 expôs a Napoleão as limitações e o grande trunfo que ele possuía a frente das armas francesas. Pelo mar, sofreu duas grandes derrotas para os veteranos navios de guerra britânicos. Em terra, os seus soldados venceram uma grande coalizão de tropas monarquistas de vários países da Europa. Por resultado, a França obteve o controle sobre os territórios da atual Alemanha.

Sabendo das dificuldades de se vencer os ingleses pelo mar, Napoleão Bonaparte criou o Bloqueio Continental como uma sanção econômica capaz de enfraquecer o poderio de seus maiores inimigos. As nações que descumprissem o acordo seriam terminantemente invadidas pelo já temido exército francês. Nesse novo momento, os franceses tomaram toda a Península Ibérica, alguns dos territórios poloneses e a submissão da Noruega e da Dinamarca.

Após tantas vitórias, o grande equívoco militar de Napoleão aconteceu quando o mesmo apostou em uma invasão ao território russo. Sem contar com a violência do inverno daquele país, o audacioso militar acabou vendo a queda de milhares de seus soldados. Nesse contexto de desorganização, os inimigos se organizaram a fim de empreenderem os golpes de misericórdia a Napoleão. Na batalha de Waterloo, em 1815, o pequeno general se viu obrigado a entregar as armas.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

Século XVI a XIX - Guerras - Brasil Escola






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