A Guerra contra Aguirre foi um conflito ocorrido em 1864 entre o Brasil e o Uruguai. O conflito se iniciou quando Aguirre, governante do Uruguai e líder do Partido Blanco, organizou várias invasões contra o território gaúcho que estava cheio de fazendeiros criadores de gado.
Diante deste fato, o governo brasileiro buscou intrometer-se na política uruguaia contra Aguirre a fim de proteger o território gaúcho. O exército brasileiro, em face da invasão do Uruguai, invadiu seu território em março de 1864 e conquistou vários territórios como Unión e Paysandú marchando para Montevidéu, capital do Uruguai. Diante das conquistas brasileiras, Aguirre queimou os tratados entre os dois países e declarou maior invasão ao território brasileiro.
No início das invasões uruguaianas, o exército brasileiro reagiu expelindo-os rapidamente e exonerando definitivamente Aguirre do governo do Uruguai. Em 15 de fevereiro de 1865, foi estabelecido um Governo Provisório sob o comando de Venâncio Flores, do Partido Colorado, que apoiado pelo Brasil declarou canceladas as invasões declaradas contra o território brasileiro e ainda saudou a bandeira do Brasil com 21 disparos. Em 20 de fevereiro de 1865, foi assinada a Convenção de Paz entre Brasil e Uruguai.
Venâncio Flores, governante do Uruguai, comandou o país até 1868. Após apoiar o Brasil e a Argentina na Guerra do Paraguai convocou eleições e renunciou seu cargo quatro dias antes de ser assassinado durante um levante do Partido Blanco de Aguirre.