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O desenvolvimento da Primeira Guerra Mundial

Tropas alemãs em combate contra os exércitos britânicos.

Os conflitos iniciados em 1914 foram, ao longo do tempo, tomando um contorno diferente do programado pelas nações envolvidas. A “Grande Guerra”, envolvendo as grandes potências do mundo ocidental, não contava com uma projeção de longo prazo. Nenhuma das nações esperava ou tinha condições para sustentar um conflito que se estendesse anos a fio. No entanto, a Primeira Guerra Mundial se desenvolveu ao longo de quatro anos e três meses, o que acabou exigindo maiores esforços e diferentes estratégias militares.

Os esforços mobilizados para o conflito deram aos Estados o controle massivo sobre suas economias e exigiu o recrutamento de pessoas para lutarem ou trabalharem em prol da guerra. Várias novas tecnologias começaram a ser empregadas, mostrando ao mundo uma tecnologia de destruição nunca antes observada. Encouraçados, tanques de guerra, obuses, submarinos e aviões inauguravam um novo conceito aos conflitos bélicos até então conhecidos. Além disso, com o desenvolvimento da guerra, outras nações foram trazidas aos campos de batalha.

Várias das nações colonizadas na África e na Ásia foram obrigadas a dispor de homens e recursos para a guerra. O Império Turco-Otomano e a Bulgária resolveram apoiar as tropas alemãs. Isso porque essas duas nações nutriam contendas com a Rússia e a Sérvia. No ano de 1915, assinando o Tratado de Londres, a Itália resolveu apoiar a Tríplice Aliança. Seduzidos pela promessa de ganhos territoriais na Turquia e na Áustria, os italianos mudaram sua posição no conflito.

Somente em 1917, uma importante aliança começou a definir os rumos da Primeira Guerra. Nesse ano, os Estados Unidos resolveram aliar-se à Tríplice Entente. A adesão norte-americana deu-se graças à saída dos russos e o interesse em preservar suas possessões imperialistas. Envolvendo uma complexa trama de alianças e interesses, a Primeira Guerra também se dividiu em duas diferentes etapas militares.

A primeira foi a guerra de movimento, quando as tropas alemãs fizeram um ataque incisivo sobre a França. Com essa estratégia os alemães esperavam vencer a guerra sem maiores dificuldades. No entanto, a vitória francesa na batalha do Marne conteve a estratégia dos alemães. Passado esse primeiro momento, os conflitos entraram em uma nova fase que ficou conhecida como a guerra de posições ou guerra de trincheiras. Esse período envolveu batalhas grandes e penosas, que não resultou em nenhum avanço militar significativo para ambos os lados. 

Apenas com o emprego das novas tecnologias e a chegada de 1,2 milhão de soldados estadunidenses os conflitos seguiram novos rumos. Os alemães, que até então venciam boa parte das batalhas, foram contidos com uma segunda derrota em território francês. A Inglaterra conseguiu subjugar as forças turco-otomanas e a Itália derrotou os exércitos austríacos. Estava assim decretada a vitória da Tríplice Entente.

Em novembro de 1918, os alemães foram obrigados a assinarem o armistício de Compiègne. Logo em seguida, o tratado dos Catorze Pontos Para a Paz Mundial, elaborado pelo presidente norte-americano Woodrow Wilson, prometeu o estabelecimento de uma “paz sem vencedores”. Mesmo com o fim da Primeira Guerra, várias marcas foram deixadas na Europa, local predominante dos combates.

Os vários confrontos foram responsáveis pela morte de cerca de 8 milhões de pessoas e a mutilação de quase 20 milhões de soldados e civis. Além disso, a capacidade econômica européia sofreu um baque que reduziu em quase 40 % a produção agro-industrial do continente. A dívida externa sofreu um aumento exorbitante e as moedas européias sofreram forte desvalorização. Os Estados Unidos, outros países emergentes (como Japão, Suíça, Dinamarca e Espanha) e nações agro-exportadoras saíram ganhando com o caos sócio-econômico instalado no Velho Mundo.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

 






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